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Acadêmica da Uerr implementou método para ensinar Português à imigrantes

Estudantes da Universidade Estadual de Roraima promovem ações práticas durante cursos

Com o objetivo de desenvolver um produto final para o curso de Mestrado em Segurança Pública, Direitos Humanos e Cidadania da Uerr (Universidade Estadual de Roraima), a acadêmica Márcia de Andrade Alves, executou o projeto de ensino da Língua Portuguesa junto a imigrantes venezuelanos que residem em abrigos de Boa Vista. A atividade prática beneficiou diretamente em torno de 20 pessoas.

Além do curso, foi desenvolvido um projeto de extensão em parceria com a Uerr, onde ao final das atividades a Universidade emitiu certificado de participação para os inscritos.  A iniciativa de desenvolver o trabalho na área imigratória partiu de uma demanda que Márcia via crescer dentro da comunidade evangélica da qual faz parte. A igreja, sem ajuda governamental, oferecia suporte a cerca de 60 famílias de imigrantes. “Tempos depois foi firmada parceria com o Exército Brasileiro para auxiliar no processo de interiorização, porém não tinha nada voltado para capacitação, a fim de que eles pudessem ter um currículo melhor, que os ajudassem a concorrer com outras pessoas a uma vaga no mercado de trabalho”, explicou.

A ideia inicial era formular um material didático voltado ao ensino da Língua Portuguesa, e que ao mesmo tempo fornecesse aos imigrantes informações acerca de seus direitos básicos, como ter acesso à Carteira de Trabalho, documentos necessários para requerer permanência no Brasil, debatendo ainda temas ligados ao direito administrativo e direitos trabalhistas, bem como listar órgãos governamentais que podem amparar o imigrante e ajudá-lo durante a fase de adaptação. “O objetivo também era fazer eles se sentirem incluídos dentro desse processo social e, com o curso, os ajudaria a ter acesso aos direitos que todo cidadão brasileiro tem”.

Márcia buscou o Instituto Mafalda, de São Paulo, que já acompanhava a imigração venezuelana para o estado de Roraima, e possui material voltado ao tema de Direitos Humanos e Cidadania. “O instituto nos cedeu algumas partes do material para utilizarmos. Criamos e acrescentamos temas regionais aos textos de modo que ficasse mais rico”, destacou. Devido a pandemia, as aulas precisaram ocorrer à distância, com o suporte de plataformas digitais, e carga horária de 48h. 

“O feedback que tivemos foi de muito agradecimento. Alguns dos que participaram já estão inseridos no mercado de trabalho e até hoje vários imigrantes nos procuram em busca do projeto”, concluiu.